Ao longo deste semestre, alunos de diferentes turmas da EBA Unidade I participaram de viagens pedagógicas que ampliaram o contato com conteúdos trabalhados em sala de aula. Duas dessas experiências merecem destaque: a visita histórica a Petrópolis, com os alunos do 9º ano, e a visita técnica ao Sirius, o acelerador de partículas do CNPEM, em Campinas, com a 1ª série do Ensino Médio.
O 9º ano viajou até Petrópolis, no Rio de Janeiro, para uma imersão nos temas do Brasil Imperial que fazem parte do currículo de História. A cidade guarda acervos e espaços que tornam concreto o que muitas vezes existe apenas nos livros didáticos.
A programação incluiu três paradas: o Museu Imperial, o Museu Casa de Santos Dumont e o Palácio de Cristal. Cada um desses espaços ofereceu um ângulo diferente sobre o período — da organização política e social do Império à trajetória de Santos Dumont, passando pela influência europeia na arquitetura e nos costumes da época.
A proposta das visitas de campo é exatamente essa: permitir que o aluno se relacione com o conteúdo de forma mais direta, observando objetos, espaços e documentos que carregam marcas do tempo histórico estudado. Esse tipo de contato contribui para uma compreensão mais aprofundada e duradoura dos temas abordados em sala.
A 1ª série do Ensino Médio visitou o Sirius, o acelerador de partículas do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Com a presença de professores e da direção, a visita foi guiada e acompanhada de explicações técnicas sobre o funcionamento e as aplicações do equipamento.
O Sirius é o maior e mais avançado acelerador de partículas do hemisfério sul, e sua estrutura torna visível o que os alunos estudam em Física e Química: ondas eletromagnéticas, elétrons, estrutura da matéria. Ver de perto como essa tecnologia funciona — e entender para que serve na prática, desde pesquisas em saúde até desenvolvimento de novos materiais — ajuda a construir a relação entre o conhecimento científico e suas aplicações no mundo.
Além disso, conhecer um centro de pesquisa de referência nacional tem um papel formativo mais amplo: permite que os estudantes se reconheçam como parte de um contexto em que o Brasil produz ciência de ponta e em que o conhecimento tem papel direto no desenvolvimento do país.
Atividades como essas integram a proposta pedagógica da EBA de formar estudantes que não apenas absorvem conteúdo, mas desenvolvem curiosidade, senso crítico e capacidade de relacionar o que aprendem com o mundo ao redor. A educação, nesse sentido, acontece dentro e fora da sala de aula.
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